Este blog não presta, é fraquinho, não merece o espaço que ocupa no servidor do Blogger.com... Com sorte, o blog não deve durar mais que alguns meses; aos poucos deixa de ter textos sem interesse (sim, porque textos de interesse serão inadmissíveis aqui...); deixa de se fazer manutenção e, com sorte, a Blogger.com expulsa este blog do seu universo. Tudo o que se escreve é ficção portanto Não ligues ao que escrevo.

terça-feira, abril 10, 2007

Neve

Faz agora um mês que voltei de uma semana de férias na neve, mais propriamente em Pas De La Casa, Andorra.

Admito, sou um daqueles fanáticos pela habitual “semaninha na neve”, que se faz anualmente, para matar o vício e ter 6 dias em cheio! Para aqueles que se questionam quanto ao porquê de se gostar tanto de apanhar frio, estar enfiado em fatos quentes e impermeáveis e andar de botas desconfortáveis durante o dia todo, não vou ser eu a convencê-los do contrário e tentar rebater os argumentos desfavoráveis. Eu sou pragmático neste aspecto: Quando se fala de “semana na neve” ou se gosta ou não se gosta. Raros são os casos que se ficam pelo meio-termo, que não são carne nem peixe, que dizem que gostam mas que também podem passar muitos anos sem voltarem à neve.

Os que não gostam é porque não se adaptam às condições atmosféricas; têm receio de cair; que tentaram, cairam mesmo e ficaram traumatizados; ou simplesmente aqueles que tentaram e não gostaram porque desceram a montanha a pensar “bolas, com o dinheiro que gasto aqui podia estar de fato de banho numa praia paradisíaca, a apanhar banhos de sol e ficar com um bronze de fazer inveja a qualquer um”.

Os que gostam, adeptos fervorosos, raramente resistem mais de um ano sem “provarem” a semana da neve. Se tal acontecer, depressa começam os tremores, o estomâgo revira-se, os suores frios são frequentes e o subconsciente relembra-te diariamente que “tens de ir, tens de ir, não podes passar mais tempo sem matar o vício”. E tu vais, nem que seja um fim de semana em Sierra Nevada, a 6/7 horas de Lisboa.

Os que conseguem controlar bem o vício, “matando-o” anualmente, sentem-se felizes e completos ao fim da semana da neve. Pessoalmente, considero este tipo de férias como indispensáveis e com tudo o que é necessário neste período:
1) Descontracção e relaxamento;
2) Prática de desporto/exercício físico;
3) Comer e beber como deve ser;
4) Diversão.

Quanto ao ponto 1), efectivamente uma semana no meio da montanha, com o silêncio da natureza, o branco da paisagem, sem telemóveis, poucas multidões de pessoas e o prazer de descer as pistas como se quer dá uma sensação de liberdade e “cool down” que..... só experimentando, não dá para descrever!


Esta descontracção e relaxamento é mais mental que físico.... porque se há parte do corpo que se queixa um pouco ao fim de cada dia destas férias, são as pernas e os pés! Várias horas por dia numa posição de “agachamento de pernas” dá um tratamento aos músculos que tão cedo não se esquecem. E os pés enfiados nas botas “à Robocop” também não ajudam! Geralmente, na última descida do dia, sentem-se os músculos a queimar e os pés a pedirem para sair dali. É penoso, admito, mas em contrapartida dá um prazer enorme chegar ao hotel, tirar as botas, tomar um banho quente e relaxar os músculos deitado na cama. Sim, é das melhores alturas do dia!

Após o descanso (uma bela sesta, aka “beauty sleep”), a fome é muita e (sugestão de amigo) nestas semanas o melhor a fazer é alojamento num hotel em regime de Meia-Pensão. Se formos bem aviados tanto melhor, porque larica é coisa que não falta no início da noite. Comer e beber, dois grandes prazeres da vida que estão presentes diariamente neste tipo de férias!

Por fim, a diversão. Pas De La Casa tem-na. Por muito cansado(a) que possas estar, o “beauty sleep” no final da tarde ajuda a manter-te acordado(a) noite dentro. Muitos copos, muitos shots, muitas “free drinks, on the house”, e um espírito de descontracção e divertimento a 100% ajuda a acabar um dia em cheio.

E a rotina é esta, durante uma semana. Sem stresses, sem grandes alterações, sem alarmes, sem preocupações de maior. Uma semana de férias, literalmente. Eu gosto, muito.

HR

Regresso ao Futuro

Sim, já há algum tempo que não escrevia aqui no blog....há 3 meses e dois dias, para ser mais específico.... podia justificar o facto com a típica desculpa de “falta de tempo”.... Mas não, a razão principal deveu-se à “falta de vontade”, “falta de pachorra” e, last but not least, “necessidade de deixar passar o sentimento de obrigação em escrever no blog”.

Como devo ter escrito nos primeiros dias de vida deste blog (e se não escrevi, pelo menos devo ter pensado ou dito para mim mesmo, portanto assumo que já tinha pensado nisto...), a parte difícil não é a criação mas sim a manutenção do blog. E muitos não sobrevivem mais de 2 a 4 meses. Eu não quero bater recordes, longe disso, prefiro estar entre aqueles que vão conseguindo manter a média de duração dos blogs.

Apesar de não ser um objectivo, tive para mim mesmo um compromisso de tentar criar para o blog 4 a 5 artigos por mês (média de um artigo por semana, sensivelmente...). Sinceramente, não sei se era um compromisso utópico, se era realizável ou se simplesmente era estúpido. E após 3 meses e dois dias, chego à conclusão que era um compromisso estúpido. E porquê estúpido, questionam vocês (que não deve ser ninguém, mas isso é outra história)? Porque a partir do momento em que assumes um compromisso, sabes que mais tarde ou mais cedo vai dar para o torto, à semelhança dos namoros, casamentos, créditos bancários, etc.... Eu já devia saber isto, aliás, tenho a obrigação de saber estas coisas! E assumir uma responsabilidade depressa passa a obrigação quando deixas de ter vontade de continuar com essa responsabilidade pelo que decidi abandonar o blog por 3 meses e dois dias.

Basicamente, há 3 meses atrás olhei para o blog e lancei a frase-chave: “Blog, temos de falar”. Quando se ouve esta frase, todos sabem o que se vai passar a seguir.... eu não fui diferente: “Olha, isto é tudo muito bonito mas sinceramente não estou a conseguir cumprir o compromisso dos 4 a 5 artigos por mês.... e quando chega ao final da semana e penso que “tenho” de escrever algo para ti (blog), fico com um nó no estômago e uma angústia por não saber o que redigir. Não leves a mal, mas acho que vou ter de me afastar um pouco, libertar-me deste compromisso, ter mais tempo para mim, andar mais descontraído e sem angústias no final da semana. Mas não te preocupes, vou andar por aí, perto, qualquer coisa é só dizeres”.

É claro que o blog sentiu-se abandonado durante este tempo... mas como sou um coração-mole, voltei! Mas sem compromissos, uma relação extremamente liberal, sem quaisquer obrigações, sem stresses, sem angústias no final da semana. Se quero escrevo, se não quero não escrevo. Se tiver tempo e não escrever, óptimo. Se não tiver tempo e querer escrever às duas da manhã, óptimo também. Se passarem dois dias e escrever 3 vezes será extraordinário mas se passar dois meses e escrever uma só vez ou nenhuma, será na mesma extraordinário.

E será assim que este blog irá funcionar comigo. Só assim é que será possível vivermos juntos e felizes para sempre.

HR