Este blog não presta, é fraquinho, não merece o espaço que ocupa no servidor do Blogger.com... Com sorte, o blog não deve durar mais que alguns meses; aos poucos deixa de ter textos sem interesse (sim, porque textos de interesse serão inadmissíveis aqui...); deixa de se fazer manutenção e, com sorte, a Blogger.com expulsa este blog do seu universo. Tudo o que se escreve é ficção portanto Não ligues ao que escrevo.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Uma questão de imagem

Em vésperas de mais um derby lisboeta, acho que o futebol português atingiu um novo mínimo. Devido à natural falta de noticias importantes que, vá-se lá saber porquê, só aparecem depois dos jogos (uma panóplia de novidades, nomeadamente faltas mal assinaladas, golos que foram mas não foram e vice-versa, jogadores expulsos injustamente, exibições vergonhosas de jogadores e árbitros, pancadaria e insultos entre claques e muitos outros exemplos do género que enchem as páginas de três jornais desportivos diários), a edição de hoje do jornal “A Bola” teve a (in)feliz ideia de acompanhar um dia de trabalho dos dois treinadores dos maiores clubes da capital. E estes dois treinadores tiveram a (in)feliz decisão de aceitarem o repto do jornalista!

Para quem não teve oportunidade de ler o artigo, e de modo a ficarem enquadrados, aqui fica a agenda do dia de trabalho (?) de cada um:

Paulo Bento – Treinador SCP

7h20m – Rumo à Academia
8h05 – Os obrigatórios jornais
8h25 – No café com os adjuntos
9h40 – Começa o trabalho
10h30 – Pronto para o treino
11h55 – Ultimam-se detalhes
14h15 – Adeus Alcochete
15h10 – Almoço em família
17h10 – De novo em casa

Fernando Santos – Treinador SLB

8h10 – Fazer-se à estrada
9h00 – Finalmente a ponte
9h20 – Autógrafos e reuniões
10h30 – Treino sempre de calções
12h27 – Conferência de imprensa
13h05 – Adeus ao Seixal


Acima de tudo, penso que a primeira pergunta que se faz é: “Ok, isto é tudo muito bonito mas.... onde estão as agendas de trabalho?” e eu respondo-vos com um enorme sorriso amarelo: “São estas mesmo! São as agendas de um dia de trabalho dos treinadores dos maiores clubes de Lisboa”. (...e depois espero uns 20 segundos para vocês fecharem a boca, relerem as agendas para ver se falta alguma coisa e fazerem cara de incrédulos).

Não vou escalpelizar as agendas de cada um até porque, mesmo que quisesse, não tinha muita “matéria prima” para analisar mas gostava de questionar o seguinte (aproveito a embalagem e também dou uns lamirés na resposta, se não se importarem....):

Q: Onde é que estes treinadores tinham a cabeça ao aceitarem que se tornasse notícia um dia de trabalho deles? Não têm noção das suas repercussões?!?!

R: Tenho a certeza que a produtividade do país desceu hoje, com a desmotivação generalizada de todos os trabalhadores que leram a noticia e a desconcentração normal com a discussão sobre o rácio “Volume Trabalho/Salário”.
Tenho poucas dúvidas que a Faculdade de Motricidade Humana vai ter um acréscimo de candidatos nos próximos anos, se não mesmo décadas. Todos vão querer ser Treinadores de Futebol, principalmente dos grandes clubes, após leitura da notícia.
Tenho algumas reservas quanto à imagem dos treinadores a partir do dia de hoje. Não só pelo que deram a entender com as agendas de trabalho diário como também com a total falta de inteligência em aceitarem tornar isto público. Regra geral, se te estão a observar no local de trabalho, o mínimo exigível é fingir que trabalhas, que estás ocupado e concentrado. Tu nunca dizes o que o treinador do SLB disse às 13h05, e passo a citar: “Já combinei com uma pessoa amiga, acabou o trabalho no Benfica por hoje, a partir daqui o resto do meu dia envolve coisas pessoais”

É tudo uma questão de imagem. E se costuma haver sempre um lado positivo nas histórias, então para esta digo: A todos os funcionários públicos (e não públicos) com horários das 9h00 às 17h00, a imagem que vos liga ao dolce faire niente acabou a partir de hoje. Arranjem outra, para vosso bem...

HR

terça-feira, novembro 28, 2006

Oportunidade de negócio

Hoje em dia, e cada vez mais, vive-se com o stress constante do trabalho, com a preocupação de cumprir o orçamento doméstico e com a dificuldade em encontrar tempo para a familia e amigos. Para os homens solteiros, como é o meu caso, acresce-se ainda a grande dificuldade em chegar a casa e ter alguma coisa no frigorífico para comer ou que esteja ainda dentro do prazo de validade. É um stress!

E o stress leva por vezes ao desespero, à vontade de “desaparecer do mapa” e da vida rotineira, de querer deixar de ver as mesmas caras de todos os dias, até mesmo bater nalgumas caras de todos os dias.... e é aqui que surge uma oportunidade de negócio para o mercado português!

Se existe aumento da violência na TV, com desenhos animados brutais, Wrestling que passa a moda do dia para a noite em Portugal, lotações esgotadas no Pavilhão Atlântico para verem sucata amolgada e esmagada por Big Trucks, telenovelas que destroem a capacidade de pensar das novas gerações, fenómenos da natureza que inundam casas, estradas, cidades e regiões, governos que matam a esperança de um mundo melhor (...e mais uma lista infindável de violência pura e dura) então porque não..... um espaço para destruição total de tudo o que existe disponível para partir?

Por exemplo, um espaço com pratos, copos, cadeiras, mesa, candeeiros, tv’s... uma pessoa estava num estado de stress máximo, quase a rebentar, e qual melhor sítio para ir (além de umas férias bem passadas nas Caraíbas com tudo pago...mas esqueçam lá isso porque tem de ser reservado com antecedência) senão a um local em que se dá total liberdade para partir tudo o que existe, à vontade do freguês? É claro que, sendo uma oportunidade de negócio, as pessoas tinham de pagar para conseguirem ter este momento de exaltação total e acesso à fórmula ideal de retirar do corpo o stress e os nervos acumulados. Para além disso, servia para manterem a distância entre aquilo que se pode fazer e aquilo que não se pode fazer. Seria muito bonito e confortante poder partir pratos e cadeiras contra a mesa ou parede ou imaginar a cara de alguém que efectivamente lhe desse gozo partir.... neste espaço seria possível porque pagou e fica com o direito de fazer todo o tipo de vandalismo que não pode/deve fazer "lá fora". Se quiser ser ousado e baldar-se ao pagamento e partir cadeiras contra a cabeça do seu chefe ou contra as costas de colegas, arrisca-se a um despedimento por justa causa ou “uma espera” à saída do escritório. Se quiser ser "mãos largas" acarretando com as despesas e partir a loiça e mobiliário da sua casa, arrisca-se a um divórcio por justa causa ou um atestado de insanidade mental (se for solteiro, certamente não fará isso porque não deve ter loiça ou mobiliário suficiente para partir. Nem comida dentro do prazo no frigorífico quanto mais loiça e mobiliário disponível para os devaneios de destruição)

Perante estes diferentes cenários, estou certo que grande parte das pessoas irão optar por pagar uma pequena/grande maquia para partir tudo e mais alguma coisa no sitio adequado.... Assim sendo, peço a todos os jovens empreendedores e futuros empresários de sucesso que comecem a procurar modelos de loiça em final de stock ou com defeito para destruição (dica: tentem a zona de Ilhavo e Marinha Grande....) e mobiliário usado ou barato (dica: tentem a zona de Paços de Ferreira e o IKEA, respectivamente), assim como acordos com empresas para reciclagem do material destruido pelos futuros clientes.

Eu poderei ser um dos clientes para expulsar o stress e os nervos acumulados.... mas até que esta oportunidade seja realidade, tenho de me contentar com algo radicalmente diferente e bem mais calmo: acunpunctura.


HR

segunda-feira, novembro 20, 2006

Contactos

Na semana passada tomei uma decisão que, nos dias de hoje, é considerada um bom motivo para algumas questões e um pouco de chacota: a mudança de número de telemóvel/operador.

Se há 15 anos atrás já era muito bom ter telemóvel, mesmo que pesasse 3Kg e não tivesse qualquer beleza estética nem facilidade de arrumação, e independentemente do operador (se não estou em erro, nessa altura só havia TMN e Telecel – agora Vodafone), hoje em dia entramos em pormenores que dão que pensar:
1) Assumimos desde logo que todos têm telemóvel;
2) Queremos saber porque é que tem número do operador A e não do B ou do C... e ficamos chateados se o operador não é o mesmo do nosso;
3) Queremos saber qual o telemóvel que tem, porque é que escolheu essa marca e modelo, se o menu de opções é de fácil navegação, quais as funcionalidades que tem, se comprou já desbloqueado ou foi com os pontos acumulados que a operadora oferece por chamadas efectuadas;
4) Perguntamos pelo tarifário se o telemóvel é mesmo da pessoa e comparamos com o nosso tarifário ou congratulamos essa pessoa por o telemóvel ser da empresa e, a partir desse momento, será sempre ele/ela a fazer as chamadas para nós porque a empresa é que paga;
5) e por último, deve haver ainda alguns pontos para identificar mas neste momento não me está a apetecer pensar em mais nenhum.

Para vos enquadrar neste tema, devo dizer que nunca fui um grande entusiasta dos telemóveis apesar de considerar um bem necessário nos dias de hoje. Comecei a utilizar o telemóvel há 10 anos (um Nokia 5110), quando apareceu a 3ª operadora móvel mas não era (longe disso!) um utilizador frequente nem daqueles que delirava por ter uma capa com cor diferente para o telemóvel todos os dias da semana. O telefone só foi substituido 5 anos depois (em 2001) pelo meu actual (Nokia 6210). Portanto como podem ver, sou um exemplo claro de utilizador retrógado, que no espaço de 10 anos só teve 2 modelos de telemóvel, não acompanhando a evolução para os actuais 3G que fazem tudo e mais um par de botas.

De qualquer forma, e voltando ao tema principal, acho que evolui um pouco a semana passada ao tomar a decisão de mudar de número, operadora e consequentemente o tarifário. O que para mim foi uma decisão simples e racional, para algumas pessoas foi motivo de várias perguntas. Eu mudei porque a minha lista telefónica era composta por:
58% TMN
22% Vodafone
13% Optimus
7% números internacionais
O meu operador era Optimus e o meu tarifário era muito bom entre números Optimus mas um autêntico roubo entre Optimus e outras redes. Mudei para o cartão UZO (rede TMN) com tarifário simples para todas as redes, ideal para um utilizador retrógado como eu, que utiliza o telemóvel para o básico (fazer/receber chamadas e sms’s; utilizar modo despertador e lembrar datas de aniversários) e assim deixa também de receber “bocas” do estilo “Optimus?!? Ninguém tem Optimus! Só mesmo tu!” ou “Epá, vou desligar porque tu tens Optimus e é uma pipa de massa falar para esta rede.” ou mesmo “Bolas, é nestas alturas em que devias ter TMN para falar contigo.”.

Agora a parte curiosa: o feedback que me deram com esta mudança. Começou logo na altura em que estava a enviar sms’s a comunicar o novo número... recebo uma mensagem de um amigo “grande %/(#&%#$”##”$#, é telemóvel da empresa, não? Estamos a subir de nível, hein, meu !#”##”$%&//&/”. Depois de esclarecer o rapaz que o número era mesmo meu e não da empresa e que portanto continuaria a ser ele a fazer as chamadas (sim, porque ele é que tem telemóvel da empresa, enquadra-se no ponto 4...) recebo de seguida outra mensagem, desta vez de uma amiga “mudança de número?! Pode-se saber porquê? Aposto que tem a ver com gajas! Quem é ela? Conta-me tudo...”. É claro que, mesmo após elucidação sobre os reais motivos da mudança, ela não ficou totalmente esclarecida/convencida porque quer acreditar naquilo que ela pensa que é mas que não é.... coisas de mulheres. Entretanto, continuava o rol de curiosidades: alguém que eu não conheço o número enviou sms’s para o número que eu ia desactivar com mensagem erótica sobre metropolitano do Porto (não me perguntem a relação entre o erotismo e o metro do Porto porque não sei responder...), uma amiga meteu-se comigo a perguntar se mudei só de número ou também de telemóvel e entrámos uma vez mais no debate de telemóvel antigo (o meu 6210) versus telemóvel 3G (com fotos, filmes, mms, sms, internet, agenda, etc etc etc). No final, cada um ficou com a sua opinião apesar do Nokia 6210 ser de facto o melhor telemóvel que a Nokia fez e um modelo de referência, se não mesmo de culto! Eh eh eh eh


A decisão foi fácil e natural, o feedback foi curioso e engraçado. Quanto ao resto? Manter o 6210 por muito tempo porque não me está a apetecer explicar mudanças de telemóvel. As explicações à mudança de número e operador já é algo anormal para um utilizador retrógado e básico como eu, que gosta do lema KISS – Keep It Simple, Stupid!

HR

terça-feira, novembro 14, 2006

Blogs Boom

Ao fim de 9 dias, continuo numa incerteza notável relativamente ao conceito que deveria dar a este blog. O mais incrível é que existe uma data de classes e formatos de blogs disponíveis e mesmo assim não consigo encaixar este blog em nenhum deles!

Posso querer escrever sobre desporto numa noite mas noutra ocasião talvez esteja mais virado para uma crítica cinematográfica... ou redigir sobre um tema social, um tema estapafúrdio que não lembra o diabo ou mesmo querer ser Lúcifer em pessoa e criticar tudo e mais alguma coisa (o que não é dificil, posso sempre criticar este blog, que não tem meio de se definir...).

Devem ser nestas alturas em que uma pessoa entra em pânico, com picos de calor e suores e pensar para si mesmo: “Bolas, nem a temática do blog consigo definir quanto mais arranjar assuntos e, acima de tudo, escrevê-los e publicá-los”. Ainda bem que o nome do blog foi uma escolha acertada.... pelo menos isso deixa-me orgulhoso. Foi uma coisa boa para que os ataques de pânico não sejam frequentes.

Podia ter feito como muita boa gente, ou seja, consoante a temática, cria-se um blog. Mas isso para mim seria suicídio. Já será dificil manter um, quanto mais 3 ou 4 ou 8, sem falar das dúvidas existenciais que poderão ocorrer num texto qualquer em que falo sobre a sociedade e faço referência à religião, à cultura ou à política. Seria mesmo um artigo sobre a sociedade e estaria nessa classe? Ou um artigo sobre religião com laivos de cultura e política pelo meio? Independentemente do tema principal, eu classificaria sempre estes casos como Ficção porque hoje em dia escrever sobre estes 4 temas num só artigo seria irreal.

Assim sendo, posso dizer que a classificação mais próxima deste blog é (a) Ficção. Posso desde já adiantar em primeira mão (...neste caso, em segundo post neste blog) que muitos textos serão reais e/ou irreais e sem temática específica... cada um por si decidirá no final, mas espero sinceramente que sigam sempre a premissa do “Não ligues ao que escrevo”.

Seria estúpido da vossa parte acreditar no que lêm aqui... ou talvez não. Eu ainda não acredito que criei um blog e que consiga mantê-lo.... mas acredito que esta “moda” dos blogs pode ser vista como um ciclo de vida que cresce, amadurece e desvanece. Só falta saber quando.

HR

domingo, novembro 05, 2006

A primeira vez

Bem...errmmmm....pois....mmmhhh...ok! O que hei-de escrever neste primeiro post? Isto é incrível, ainda agora criei o blog e já estou a ter dificuldades em debitar palavras neste écran branco que me aparece à frente!! Isto é tudo muito bonito mas ainda não consegui perceber o que irei eu fazer com este blog. Acima de tudo, a mensagem que quero passar a todos os que têm a infelicidade de encontrar este blog é: "Não ligues ao que escrevo"

Sinceramente, não acredito que vá existir uma temática específica neste espaço.... da mesma maneira que duvido que consiga manter o blog dinâmico e actualizado durante muito tempo, com ene posts sobre "ainda não sei bem o quê" portanto... "Não ligues ao que escrevo"

Agora que as expectativas estão mesmo baixas e já todos consideram este blog como um flop à nascença, devo conseguir tirar a pressão e a responsabilidade de manter isto vivo (sejamos sinceros, vou tentar mas não quero prometer nada... aliás, a única coisa que prometo é que este post vai se publicado....). Neste momento, podes comprovar que cumpri a promessa mas "Não ligues ao que escrevo"

Espero que tenha conseguido passar a mensagem (está a bold, para os mais distraídos...) neste meu primeiro post. E agora vou publicar isto, não só para cumprir a promessa mas também para matar a curiosidade de ver como isto fica no blog.


HR